PALAVRAS
Palavras
Sabemos
nos que as palavras são so palavras;
E a única desvantagem d'elas serem palavras, é que elas não podem falar por si,
Mais
sempre pelos outros;
E
sob riscos de não serem ouvidas, porque isso é tudo que elas são, palavras.
Mais
se eu dissesse;
Pátria
de todos os povos;
Suas
florestas, suas águas, semearam alegria e felicidade a outros povos;
Seus
Homens, seus minerais, ergueram grandes riquezas a outros povos;
África
de África;
As
vozes das Espingardas e Canhões;
Quase
que afogavam com as suas esperanças;
Mais
o sangue e as lágrimas do seu povo;
Reabrem
as portas da sua liberdade e paz;
Seriam
estas so palavras?
Sim,
eu acho, palavras com uma desorganização organizada, rimas e figuras, com falta
de sentido lógico, mais ainda assim, palavras…
E se eu dissesse ainda
África;
Rosa
do Atlântico, Estrela do Índico;
Tua
beleza Celestina, e hipotenusa o mundo inteiro;
Seus
cantos, seus encantos, fazem de ti uma grandeza
Nos
palcos da América, nos estados da Europa, nas pistas de sígné;
Sua
bandeira Negra, seus hinos de batuque, bem alto;
Na
memória de África e do Mundo;
Nkosi
sikelela África;
Tsuva
– Tsuva Bana África, e outros;
Com
orgulho levanta – te África;
Exemplo
de amor e paz;
Seriam so palavras?
Sim,
eu axo, palavras com uma desorganizacao organizada, rimas e figuras, com falta
de sentido lógico, mais ainda assim, palvras…
Palavras
sangrentas;
Palavras
fortes ou medrosas com dor e ranger de dentes;
Palavras
eufémicas, que reflectem a história da nossa gente;
Não,
não são só palavras, são arte na voz de uma coluninha;
Arte
é vida;
Então,
elas também são, vida, o seu quotidiano, a nossa vida
É
isso que nos fazemos, fazemos das nossas palavras, palavras, das palavras a
arte, e da arte a nossa vida, tudo isso na voz de uma coluninha.
De
Nany tomas em
Palavras
são palavras, in
Pha
teka teka
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AMOR DESPETALADO
Amor despetalado
Vao
chovendo rosas encarnadas;
No
brilho e auria do olhar de uma criança; vão caindo as pétalas uma a uma;
Deixando
o caule completamente despetalado.
Flor,
flor que já não é flor, se é, é porque um dia foi; a mais de infinitas horas
antes do sol se por;
Enquanto
isso, encontrava – se o sal de uma lágrima caída;
Que
regou as desesperanças bem nutridas gritando louvor;
Ate
quando se colherão os frutos dessa dor;
Mais
no culminar da chuva. O sol vai brilhar;
E
o amor no brilho das pétalas vai se restaurar;
E
nesse momento não pouparas;
A
procura da felicidade e o brilho do seu olhar;
Vida
que já não é vida, se é, é porque um dia foi, a mais de infinitas horas antes
do sol se por;
Há
quem nasceu dentro de mim;
Da
flor se revela um jardim;
E
do amor, VOCÊ…
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FESTIVAL 6 CONTINENTES 2015
O Festival 6 Continentes - O Festival, (também
conhecido como Festival Internacional da Música Lusófona), é o 1º
Festival Cultural a envolver ativamente vários Países e Comunidades de
Língua Portuguesa em Simultâneo.
Nos locais que integraram a 1ª Edição do Festival realizaram-se eventos que incluíram: Atuações Musicais, Exibições de Filmes, Exposições de Pintura, Escultura, Fotografia, Espetáculos de Dança, Teatro, Alta Costura, Capoeira, Gastronomia, Encontros de Poesia, lançamentos de Livros, Artesanato, Arte Urbana, Artesanato.
O Festival 6 Continentes é um evento com consciência social sendo dada, em cada edição anual, visibilidade a causas sociais escolhidas dentro do universo lusófono
Nos locais que integraram a 1ª Edição do Festival realizaram-se eventos que incluíram: Atuações Musicais, Exibições de Filmes, Exposições de Pintura, Escultura, Fotografia, Espetáculos de Dança, Teatro, Alta Costura, Capoeira, Gastronomia, Encontros de Poesia, lançamentos de Livros, Artesanato, Arte Urbana, Artesanato.
O Festival 6 Continentes é um evento com consciência social sendo dada, em cada edição anual, visibilidade a causas sociais escolhidas dentro do universo lusófono
e a HOOLIGANS ARTE ESTARA LA EM PESO, VEM CURTIR COM A MALTA
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FELIZ ANIVERSARIO ALY
Ontem eu comemorei o 1 ano da minha Carreira com o grupo Hooligans Arte, Um dos melhores shows que ja vi acontecer...Nenhum de voces estava la para curtir, so por isso que odeio o tempo, tempo este que nao me deixa mostrar - vos de perto que aquelas barrinhas que eu lancava e vos alegravam, pois eh, hoje alegravam, pois eh, hoje sao barras e alegram parte de moz...
contudo, aprecio o tempo pois apesar de afastar os corpos, aproxima os coracoes...ano apois ano sentirei a vossa presenca yah, e hoje, o dia continua sendo bastante especial por ter de parar alguns segundos da minha madrugada pa te desejar um HBD com tudo o que tem direito...love dude, realy love you
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NANY TONMAS - D5'30 (PROMO)
Titulo - P.A.Z
Titulo - EU SOU HIP HOP
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MASSINGUITANA
Wua
swi lava ku um vona massinguitana?
É
uma questão
Eis
a pergunta de pessoas depreciadas1 de comportamentos a preços que
desvalorizam o valor;
Que
na melancolia da solidão feliz da vida vão despindo o seu santuário a preto e
branco ou mesmo a cor;
Uns
por puro prazer da vida;
Outros
buscando o pão de cada dia;
Mais
recuando um bocadinho, a fita da cacete ou mesmo o disco da vida;
Ai
recordo – me da calcinha encarnada da vovó maria
Como
ela amava as noites culturais celebradas em seus aposentos com o seu falecido
esposo em vida;
Numa
tarde quente com o soprar de um ar polar da Antártida pendurada na parede em
cima da porta;
La
estava mais uma vez a família reunida, para escutar o magazine cultural;
Quando
láaaa no fundo sonoro podia sentir – se o enfarte radiofónico da música
seguinte perguntando;
“wua
swi lava ku um vona massinguitana”
E
a minha sencível e também humana vovo Maria
Que
de ferro não tinha nadinha, não resistiu ao feitiço e pulou com euforia, pernas
para o ar, se dladlalatelando, la de baixo se conseguia ver o lhecar;
De
um elástico gasto da calcinha da reunida vovó Maria, que ao som se matava de
tanto galgar os bips sonoros num dilapidar2de suas forças, mostrava
os profundos, nhecados e cançados orifícios da vida,
Mostrando
o massinguitana;
E
ao galgar dos movimentos do massinguitana, o corte de energia que tentava salvar
a nossa vovó Maria ora encantada, viu sua missão fracassada; pois nós, já
tínhamos os olhos viciados e sintonizados a frequência hifémica, que por mais
parada que estivesse, massinguitana repetia – se nas nossas cabeças, pois já
não se pensava com a cabeça de cima, não enquanto a de baixo estivesse
enfurecida
E
no silêncio ensurdecedor daquela música ora parada, temerosos3
continuávamos na esbelta vontade de continuar vendo o caminho de volta para
casa;
Não
nos deixamos abalar com a situação, e de cabeças abaixadas a espreita,
continuámos na ininterrupta euforia cantando “na swi lava ku um vona
massinguitana inah unga nyimi vovó Maria”;
Convívio
alastrado de vizinhança para vizinhança,
Outros
com cordões e laços vermelhos nada importava;
Embebedados
e incosciêntes faziam coisas que até o próprio cego admirava;
Pois
estavão enfeitissados com o masinguitana
Vergonhosamente
A
árvore genológica entre sí já crusava;
Era
a 3 ni ku tsova, a 4 ni ku kattla, pois os seus frutos para traz não ficavam;
Era
pai e filha ni ku ketlho, visinho comadre e amiga, ni ku dentro;
E
os métodos de prevenção eram contados como empresa falida;
Uns
obrigados, uns violentados, uns por puro prazer da vida;
E
outros em busca do pão de cada dia;
E
no dia do teste final desta vida;
O
santuário já não era preto e branco, já tinha cor, cor quente e viva;
Pois
a vermelho, estava o laço do prémio destas almas vencidas…
Vencidas
por SIDA;
Graças
ao Massinguitana;
Wua swi lava ku um
vona massinguitana? É uma questão!!!
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Deixe – me ser o seu herói de algodão;
Eu
quero ser o seu herói de algodão;
Serei
a sua luz branca sempre que te sentires no escuro, a sua lanterna no fundo do
túnel, a bênção de untar o seu corpo com o meu tecido, vou enxugar suas
lágrimas e isso te dará liberdade de solta – las sempre que te der vontade sem
lástima, colocarei álcool na sua ferida de amor, não deixarei o seu coração
sangrar, mais se isso acontecer, enxugarei o sangue gota a gota sempre que
passares por uma desilusão nas picadas da vida;
Deixe
– me ser o seu herói de algodão, para vestir – te sempre que te sentires nua,
para abraçar – te sempre que te chamarem de puta, e não julgar – te sempre que
fores a luta;
E
quando caíres, antes de rir levantar – te – ei, quando saíres, ao te despedir,
não so escutarei como acompanhar – te – ei; por ti, colocarei as minhas inocentes
fibras no fogo, e se for necessário, elas estarão prontas para queimar;
O
seu herói de algodão;
A
quem pode amar sem culpa, desabafar a angústia, sem medo de ficar nua, com quem
nos dias tristes pode se juntar, com quem pode se espetar e se preciso chorar e
gritar para se aliviar; os seus gritos se afogarão em meu esponjoso coração;
O
seu herói de algodão;
Que
se junta ao espelho e a sombra, aumentando para três o numero de pessoas com
quem contar, em quem confiar;
Deixe
– me ser o seu herói de algodão;
Saberei
o que pensas sem precisares de falar, e só de olhar para ti, saberei o que
dizer ou não, saberei o que precisas ao te ouvir suspirar, e ai, estarei sempre
me aquecendo, para que sempre que precisares servir – te o calor do meu abraço,
e se estiver muito quente, engolirei uma pedra de gelo, mergulharei aos pólos
no Outono do oceano, e trarei o ar polar do qual estás calejada;
Deixar
– te – ei morrer, mais antes, tomarei a dianteira ao som de uma bala perdida, e
se te vai atingir, primeiro passara por mim, gritarei de terror, sucumbirei de
dor, contorcer – me – ei de cãibras, e em seguida morrerei, tu também morrerás,
mais o doce fluido do meu do meu suor e sangue branco ressuscitar – te – à, e
de novo viverás; mais as minhas lembranças permaneceram no seu eu, com
inconformidade sepultar – me – às como morto que serei, e com as suas lágrimas
de dor, de culpa e de saudade, regarás o meu campo túmulo, e ai, como uma
planta germinarei, crescerei, darei frutos, e pelas suas lágrimas, novamente
viverei, e como um dia foi, o nosso cículo e a nossa história voltará ao
inicio, aumentarei para três o número divino ora reduzido, e assim, para
sempre, serei
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